LoreArc

Coreano

8 itens com a tag "Coreano"

gumiho

Gumiho

Gumiho · Raposa de nove caudas — O espírito raposa enfeitiçante da Ásia Oriental

O Gumiho (coreano gumiho, 'raposa de nove caudas') e a figura canonica coreana da tradiçao do espirito-raposa (yohou) do Leste Asiatico, o monstro-raposa que ganha nove caudas depois de viver mil anos. A origem textual mais antiga e o Classico das Montanhas e Mares (Shan Hai Jing), compilado no periodo chines dos Reinos Combatentes (seculo V a III a.C.), em que a regiao de Cheonggu do Sutra das Montanhas do Sul e habitada por uma raposa de nove caudas que 'se assemelha a uma raposa, mas tem nove caudas, chora como um bebe e devora homens'. Na Coreia, o gumiho aparece pela primeira vez na entrada Kim Yu-shin do Livro Um da Memorabilia dos Tres Reinos (Samguk Yusa) compilada por Iryeon em 1281. No Japao, estabeleceu-se na lenda de Tamamo-no-Mae da era do imperador Toba (reinado 1107-1123). O romance de deuses e demonios A Investidura dos Deuses (Fengshen Yanyi) de Xu Zhonglin da China dos Ming tardios (composto no final do seculo XVI ao inicio do XVII), no qual a consorte Daji do ultimo rei Shang Zhou e revelada como a encarnaçao de uma raposa de nove caudas de mil anos, estabeleceu a sintese decisiva do canone gumiho do Leste Asiatico. As caracteristicas especificas da Coreia sao (1) a coleta de essencia vital por meio da perola da raposa (hoeok), (2) o motivo tabu de que a raposa se torna humana se ocultar sua identidade por cem ou mil dias, (3) o consumo de figados e essencia vital humanos, e (4) a iconografia visual canonica do gumiho coreano na serie KBS Lendas do Lar (transmitida 1977-2009). A serie tvN Tale of the Nine-Tailed de 2020 (com Lee Dong-wook e Jo Bo-ah) globalizou a iconografia coreana do gumiho do seculo XXI como canone de conteudo K.

dokkaebi
📸 2

Dokkaebi

Dokkaebi · O duende coreano — Um espírito caprichoso de travessura e riqueza

O Dokkaebi (coreano dokkaebi) e o espirito-yokai representativo do folclore coreano, nascido quando um espirito se aloja em uma velha ferramenta domestica ou em uma vassoura, pilao ou atiçador manchado de sangue humano, e e a figura iconografica decisiva do animismo indigena coreano. O texto mais antigo e a entrada Tohwanyeo e Bihyeongnang no Livro Um da Memorabilia dos Tres Reinos (Samguk Yusa), compilada por Iryeon (1206-1289) em 1281: a alma do falecido rei Jinji de Silla (reinado 576-579) teve relaçao carnal com a donzela Tohwanyeo e gerou um filho, Bihyeongnang, que comandava um bando de espiritos dokkaebi para construir uma ponte em uma unica noite. Esta narrativa e a origem canonica coreana da iconografia do dokkaebi. As ferramentas canonicas sao o dokkaebi-bangmangi (clava magica que realiza desejos) e o dokkaebi-gamtu (chapeu da invisibilidade), e o dokkaebi ama a geleia de trigo sarraceno e o vinho de arroz, aprecia lutas e travessuras, e honra promessas e reciprocidade. O estudo Pesquisas sobre os Contos Populares Coreanos de Son Jin-tae de 1942 demonstrou que o dokkaebi, antes de ser sobreposto pela imagistica chifruda do oni japones durante o periodo colonial, era originalmente uma figura humanoide sem chifres. A serie de televisao tvN Dokkaebi (Goblin) de 2016, transmitida de dezembro de 2016 a janeiro de 2017, globalizou o dokkaebi como canone K-drama.

cheonyeo-gwisin

Cheonyeo-gwisin

Cheonyeo-gwisin · O fantasma da donzela presa à mágoa — Um espírito coreano que vaga com han não resolvido

O Cheonyeo-gwisin (coreano Cheonyeo-gwisin, 'fantasma de donzela') e o espirito vingador de uma mulher que morreu solteira, abrigando han (tristeza ressentida), a figura iconografica canonica do horror coreano identificada por uma tunica de luto branca (sobok), longos cabelos negros soltos e um rosto palido e exangue. Tambem chamada sonkaksi (a esposa que foi perdida), o termo e composto pelos caracteres sino-coreanos para cheonyeo (donzela) e gwisin (fantasma). A origem iconografica reside na combinaçao da visao de mundo conjugal confuciana e do xamanismo coreano (musok) do periodo Joseon (1392-1910): a crença de que a alma errante de uma mulher solteira vagueia pelas nove fontes (gucheon), e a doutrina do haewon (a resoluçao do agravo) pela qual o espirito errante alcança o nirvana apenas quando seu han e resolvido. O canone literario decisivo e o romance em chines classico tardio de Joseon A Historia de Janghwa e Hongnyeon (Janghwa Hongnyeon-jeon) dos seculos XVII e XVIII — no qual as irmas Janghwa e Hongnyeon de Cheolsan na provincia de Pyeongan sao falsamente acusadas por sua madrasta, morrem injustamente, tornam-se Cheonyeo-gwisin e apelam ao novo magistrado Jeong Dong-u, que resolve seu agravo — estabelecendo o canone decisivo da iconografia Cheonyeo-gwisin. A serie de antologia televisiva KBS Lendas do Lar (Jeonseol-ui Gohyang) de 1977 estabeleceu a televisao de horror coreana canonica, e o filme Whispering Corridors (Yeogo Goedam) de Park Ki-hyung de 1998 e o filme A Tale of Two Sisters (Janghwa, Hongnyeon, com Im Soo-jung e Moon Geun-young) de Kim Jee-woon de 2003 estabeleceram o canone global do seculo XXI da iconografia Cheonyeo-gwisin do horror coreano.

⚔️Armas(1)
🐉Dragões(2)